"Grandes poderes trazem grandes responsabilidades."

(Peter Parker)

O Profissional de Informática merece mais Valor

Quarta-feira, 25 de Julho de 2007

Há quase um ano atrás eu tinha escrito um artigo que aborda a regulamentação da profissão de informática. Naquela época, eu defendia a regulamentação da profissão e ainda hoje, continuo defendendo, ainda mais agora, que o meu trabalho com a programação está cada vez mais constante. Hoje em dia é muito comum premiar engenheiros, publicitários, biólogos com vários prêmios por suas inovações, mas e o profissional de informática, como o programador e analista de sistemas, como ele vai se sentir mais valorizado pelo que faz? Ainda não conheço em mente nenhuma premiação da categoria, e se existe, é muito pouco divulgado, pois nem na faculdade que eu estudo falam sobre este inestimado prêmio.

É muito comum vermos inovações maravilhosas da tecnologia de informação, mesmo não sendo bastante úteis para o usuário final, são grandes inovações que devem ser valorizadas e dar um bom crédito. O Analista de Sistemas com um prêmio da categoria ele tem mais moral para captar sua clientela do que o Analista de Sistemas que acabou de pegar o diploma na faculdade. Pelo cenário atual na qual enfrentamos, ambos, são iguais perante o mercado. Daí, a importância do portfólio e currículo, demonstrando o que ele fez, sem falar que tem que ser muito bom no marketing pessoal, pois tem muito analista iniciante dando um chocolate nos analistas mais experientes. Vamos citar um exemplo da outra profissão, como o médico: você marcaria uma consulta médica com um médico que não tem nenhuma premiação ou com o médico que possui uma penca de prêmios e é respeitado pelo Conselho Regional de Medicina? Com certeza você escolheria o segundo médico.

Coisas como a regulamentação da profissão de programador, analista de sistemas e técnico de suporte e outras profissões, precisam sim ser respeitadas. Certo dia uma empresa me ofereceu uma vaga de Analista de Sistemas por R$ 500,00 (acredite: quinhentos reais). Me deu a vontade de xingar a mulher, mas eu me controlei e fui educado em dizer não. Isso é uma boa razão para que a categoria precise urgente ser respeitada, pois não é primeira vez que falo isso. Pessoas que nunca fizeram curso de programação e análise de sistemas, estão ganhando mais do que programadores que tem diploma, só porque tem a Certificação Microsoft.

Dou este recado para quem está cursando o a faculdade de Informática, Ciências da Computação ou Engenharia de Computação ou até mesmo para quem é formado nestes cursos, para que fiquemos espertos, pois pelo cenário que está sendo apresentado, precisamos ter muita malícia e esperteza, senão, estaríamos ganhando R$500,00, quando poderíamos ganhar R$5000,00.

Implementando Google Ajaxslt em seu Website

Hoje em dia está cada vez mais comum o uso de XML dentro de sistemas, como o principal objetivo de integrá-los. Uma destas formas é usando o XSLT, que é uma linguagem de transformação, que faz com que o documento de XML seja processado e exibido em formato de uma página de HTML. Para usar esta ferramenta, é necessário ter conhecimentos prévios em XML, XSLT e alguns conhecimentos em JavaScript. O Google Ajaxslt é compatível com Firefox (a partir de 1.0), Internet Explorer (a partir de 6.0), Safari (a partir de 1.2) e Opera (a partir de 7.5). É uma ferramenta bastante leve e usual, tendo a desvantagem de não haver a documentação oficial. Neste primeiro tópico sobre o assunto, vamos executar a transformação com XSLT com o API Google Ajaxslt.

Para iniciar, a lista de scripts do API da página que vai ser executada, tem de seguir exatamente esta ordem, do contrário, gerará erros, inviabilizando o funcionamento da ferramenta, conforme o código abaixo:


<script language="javascript" src="ajaxslt/xmltoken.js" type="text/javascript"></script>
<script language="javascript" src="ajaxslt/dom.js" type="text/javascript"></script>
<script language="javascript" src="ajaxslt/util.js" type="text/javascript"></script>
<script language="javascript" src="ajaxslt/xpath.js" type="text/javascript"></script>
<script language="javascript" src="ajaxslt/xslt.js" type="text/javascript"></script>
<script language="javascript" src="src/meuscript.js" type="text/javascript"></script>

Em arquivo "meu script", poderemos agora criar dois objetos do tipo XMLHttpRequest, no caso do Firefox ou o Active X, se for o Interner Explorer, como 0 "Msxml2.DOMDocument.4.0", por exemplo para que sejam retornados o XMLDocument. Se for usar o objeto no primeiro caso, basta retornar com o responseXML. No caso do internet Explorer, que usa o ActiveX, o objeto retorna uma string representando o conteúdo do XML, o que não é válido. Para isso, usa-se a função xmlParse(http_request.xml) do próprio API do Google, onde o http_request.xml, é a string que representa o conteúdo do XML. Vale lembrar que o Internet Explorer 7, embora carregue o XMLHttpRequest, o responseXML não funciona corretamente (considerado um bug do Browser). Para contornar este bug, você deve usar o seguinte código.


if (window.XMLHttpRequest && navigator.appName != "Microsoft Internet Explorer")
{
//Comandos para chamar o XmlDocument via XMLHttpRequest
}
else if (window.ActiveXObject)
{
//Comandos para chamar o XmlDocument via ActiveX
}

Inserindo esta condição com navigator.appName, você estará forçando o Internet Explorer 7 a usar o ActiveX e com isso, usar a função xmlParse do Google Ajaxslt. Em seguida, você, pode selecionar o elemento para renderizar ou até mesmo usar o document.write com o conteúdo do elemento virtual. Neste exemplo, vamos utilizar o elemento (DIV, SPAN, etc) para processar o arquivo XSL. Basta apenas isso:


var myNode = document.getElementById("myId");
xsltProcessContext(new ExprContext(myXml), myXsl, myNode);

Onde o myId é o id do elemento como DIV, SPAN ou outro tipo de elemento que queira usar como objeto de renderização. O objeto ExprContext do API Google Ajaxslt é necessário para criar um contexto, que é o Document Fragment mais outras atribuições como os parâmetros de XSLT, que veremos em outro tópico sobre o assunto. O myXml, na verdade é o XmlDocument, gerado pelo XMLHttpRequest ou pelo ActiveX do Internet Explorer, porém, no segundo caso, terá que parsear a string do XML. O myXsl também é o XmlDocument, só que ao invés do XML que são os dados, é o próprio documento XSLT, usando a mesma função que chama o documento de XML.

Este é o primeiro exemplo sobre o Google Ajaxslt. Mandarei mais outras ultilidades sobre o API, como a tranformação do XSLT com parâmetros e também a navegação de Xpath, para fazer consultas. Qualquer dúvidas ou esclarecimentos, pode fazer nos comentários.

O que Santos Dumont diria hoje?

Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

Quando Santos Dumont sonhava em voar e decidiu torna-la realidade. Quando ele começou a fazer os seus primeiros projetos de uma máquina mais pesada que o ar que pode voar. Quando ele voou pela primeira vez com seu 14-BIS em campos parisienses, jamais imaginava que seu invento seria transformado em máquina de guerra e muito menos, aos exatos cem anos seguintes, suas idéias seriam ridicularizadas pelo governo de seu próprio país. Um governo que trata as suas idéias como piada de salão, que relaxa ao ver os problemas da sociedade e goza da sua cara. E por causa da negligência deste governo, acontecem tragédias desnecessárias, atrasos absurdos e caos nos aeroportos. Suas idéias e seus sonhos, se tornaram protagonistas de um triste episódio da história brasileira, onde o governo simplesmente lava as mãos. Os céus de seu país que antes testemunharam o charme e a tranqüilidade de seu 14-BIS, agora, testemunham o caos, o medo, o terror e a negligência.

O que diria então o Alberto Santos Dumont, grande gênio da aviação, ao assistir todo esse caos? O que diria hoje o Santos Dumont ao ouvir de uma pessoa que sua família está sendo destruída pela aviação? Não sabemos, mas talvez cometeria a mesma atitude que cometeu ao saber que seus inventos se transformaram em máquinas de guerra ou talvez encararia o governo de seu país que lavou as mãos e o pobre injustiçado Santos Dumont, crucificado pela mídia e pela família reavoltada, influenciada pela mídia e pelos sete ventos.

© Fábio Valentim. Todos os direitos reservados.

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Eu achei uma vez que nunca ia conseguir escrever um texto assim. Não sei se isso é crônica ou prosa, mas é o meu primeiro texto deste tipo. Espero que gostem.

O Caçador de Amor

Segunda-feira, 16 de Julho de 2007

O caçador de amor é calmo, paciente e sereno
É aquele que busca a verdade e não as enganações
É aquele que sabe compartilhar com o seu ente
É aquele que sabe cativar os corações
É aquele de fala e convive com toda a gente

O caçador de amor não vive de erotismo e orgia
Não se desespera sussurrando pelas virgens intocáveis
Não invade a privacidade como ladrão
Não procura provar o improvável
Não se acha o dono da razão e emoção

O caçador de amor sabe amar a si mesmo
Assim poderá cumprir os mandamentos
Não se mergulha no egoísmo e nas mágoas
Não procura viver em apenas um momento
E sim, mergulha de cabeça nas amadas águas

O caçador de amor é perseverante
Não descansa até conquistar sua presa
Vive sempre vigilante e alerta
É esperto, inteligente e tem beleza
Mesmo que sua boca não esteja aberta

O caçador de amor não se apega ao consumismo
É humilde, caridoso e tem bom coração
Não faz vendaval com o dinheiro na mão
Sua palavra é sempre a sua ação
Seu amor é sempre verdadeiro e busca perfeição.

© Fábio Valentim. Todos os direitos reservados.

Enquanto isso, na PUC-Rio...

Sexta-feira, 6 de Julho de 2007

Está havendo uma maior rolo na faculdade (pelo menos no curso de Bacharelado em Informática), sobre o drama dos alunos, por que eles querem fazer a mudança de horário, o que prejudica boa parte dos alunos que trabalham, sem falar do que está havendo discussão por causa da saída de professores importantes, resolveram se retirar. Até então, um dia (hoje, para ser mais específico), recebi um e-mail da lista de alunos do curso e achei um texto bastante interessante, na qual tomei a liberdade de publicar aqui no Baú. O texto é de Carlos Fernando:

Gerente:
- Benvindo ao Le Pontificiê.
- Boa Noite, temos sua reserva, por favor, me acompanhe até aquela mesa.

Cliente:
- Pois não, adorei o local, tudo de primeira, aceitam reservas para semana que vem a noite?

Gerente:
- Claro, mais por favor a tarde, como não temos clientes suficientes anoite, abriremos a tarde quinta e sexta e a noite nos finais de semana.

Cliente:
- Mais durante o dia trabalho, e se quiser comer num restaurante tão caro, teria que ter um bom emprego.

Gerente:
- Bem, como sou o gerente e não o dono do restaurante e se trata de um restaurante de excelência e o Rio anda muito violento a noite. Como de dia, não há violência, durante alguns dias forneceremos quentinhas até definitivamente fechar a noite.

Cliente:
- Bem, já que é o caso e estou com fome, por favor, gostaria de camarões na moranga por favor.

Gerente:
- De acordo com meu sistema, o senhor não está pré-qualificado para camarões na moranga, para isso o senhor teria de consumir introdução a sardinha, mexilhões I , mexilhões II, camarão no alho, para só ai poder pedir camarões na moranga.

Cliente:
- Isso é um absurdo !

Gerente:
- Essas são as regras do restaurante, caso o senhor queira, pode comer um espaguete a bolonhesa, obra prima do design de nossa cozinha.

Cliente:
- Bem, se essas são as regras, pode ser, um espagueti, desde que seja rápido.

Gerente:
- Claro, o Chef, acabou de se graduar em nossa requintada cozinha e levará alguns minutos para lhe apresentar esse primor de refeição que custará 1820 reais, já que nossa cozinha prima pela qualidade.

Momentos depois

Gerente:
- Aqui está seu espaguete a bolonhesa, espero que a refeição seja do seu agrado.

Cliente:
- Um momento, espaguete a bolonhesa não leva gelatina e nunca na minha vida vi um restaurante servir espaguete cortado, espagueti se come inteiro.

Gerente:
- Trata-se de uma inovação de nosso restaurante, inteiramente criada em nossa cozinha, antes só havia sido visto em poucos restaurantes do mundo.

Cliente:
- Mais isso é uma das piores e mais caras comidas que já vi, mal preparada e muito mal servida. Pode ser até que a idéia da refeição tenha sido boa, mais o espaguete vem todo grudado.

Gerente:
- Mais o chef foi formado em nossa qualificada cozinha, discipulo de nossa chef internacional da tarde, teve CR 8.2 e 8.9.

Cliente:
- Mesmo assim, CR e conhecimento sem ter colocado a mão na massa não é sinônimo de qualidade. A comida esta horrível, tudo que tive foi uma comida intragável e pagando uma fortuna por isso, por favor me chame o chef.

Chef
- Me avisaram que você não gostou da minha refeição, só posso te aconselhar a comer a refeição mesmo assim, quando eu era um cliente como você, sempre que a comida era mal preparada, tampava o nariz e engolia, depois tomava um sonrisal ou ia para o posto de saúde.

Cliente:
- Certo, mais pago caro por essa refeição, não tenho direito a um bom serviço, não teria algo melhor.

Chef
- Posso entregar a quentinha na sua casa e te dar uma receita para você mesmo preparar a refeição.

Cliente:
- Quais outras opções tenho?

Chef
- Você pode devolver a comida e voltar em seis meses e tentar outro chef, mais mesmo assim terá de pagar. Pode tentar comer e vomitar e voltar em seis meses ou tentar ver se tem estômago suficiente para engolir e depois tenta um posto de saúde.

Moral da estória: Se você está no restaurante onde o chef é amigo do mestre e colega do gerente, muitos reclamam da comida mal preparada e nada é feito. Verifique sempre o cardápio com quem já comeu por lá antes. Todo cuidado é pouco num restaurante onde o cliente nunca tem razão.
PS 1: E ainda falando na faculdade, eu andei sabendo que na disciplina Introdução à Matemática, dos quase 100 (que são duas turmas), apenas 17 foram aprovados. Então, que quem é a culpa? Dos aluno? Ou do Professor? E aposto que este texto é uma indireta realcionada a esta matéria.
PS 2: E antes que me xingem, afirmando por estar "sujando" o nome da Pontinfícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, quero que saibam que se está acontecendo um problema, este deve ser sanado e não sendo deixado de lado, como está acontecendo, e demonstrei por alto aqui neste post. Então, quem realmente está sujando o nome da Pontinfícia Universidade Católica do Rio de Janeiro?

Prá Lá, Não Volto...

Quarta-feira, 4 de Julho de 2007

Ainda que haja uma turbilhão de problemas...prá lá, não volto
Ainda que perca tudo o que mais amo...prá lá, não volto
Mesmo que nada tenha dado certo...prá lá, não volto
Mesmo que tenha que largar minhas mordomias...prá lá, não volto

Não quero ser mais um pássaro preso às vontades alheiras
Não quero mais ser um equino guiado pelo cabresto
Quero tomar minhas próprias rédeas
Porque eu tomei uma decisão: prá lá, eu volto

Conheço os caminhos, só basta escolher
Sei dos meus destinos, sei das minhas responsabilidades
Tudo que eu quero, é alçar bravos vôos

Nunca mais quero ser pisado
Nunca mais quero que determinem a minha capacidade
Por isso, eu tomei uma decisão: prá lá, eu nunca mais volto...

© Fábio Valentim. Todos os direitos reservados.

Blogspot ou Wordpress? Eis a questão...

Terça-feira, 3 de Julho de 2007

O depois de dias sem falar da tecnologia, o Baú do Valentim volta ao tema, para analisar as duas melhores ferramentas de Blog. O Blogspot, que pertence ao Google e o Wordpress da Auttomatic. Eu testei o Wordpress e achei muito bom, mas tanto no Blogspot, quando no Wordpress, têm seus pontos negativos. Vamos ao análise:

Blogspot:

Pontos positivos: É versátil e possui ferramentas muito boas com widgets editáveis. Também é possível inserir separadamente o código de HTML e JavaScript ou até mesmo flash, mantendo a integridade da página. Também podemos destacar a praticidade do arquivamento do histórico do arquivo, que pode colocar em modo hierárquico. Também pode-se editar o HTML da página, permitindo a total liberdade de edição de layouts. Além disso, ele se integra aos diversos serviços do Google, como o PicasaWeb, para o armazenamento de fotos.

Pontos negativos: O suporte multi-página só é restrito a postagens, e não é possível criar páginas extras do tipo "sobre mim" ou "outras informações" e não possui a ferramenta de importação de postagens, o que torna a migração bastante massiva.

Wordpress:

Pontos positivos: Possui o grande diferencial em ter suporte multi-pagina, permitindo que crie páginas extras além das postagens, além de ter a maior variedade de ferramentas para o blog, como calendário de posts. Os blogs de acesso restrito são mais flexíveis do que do blogspot e para finalizar, é possível fazer a edição personalizada do CSS e ainda importa posts e comentários, tornando a migração bastante prática.

Pontos negativos: Não é possível editar o HTML do blog do Wordpress e o limite de upload de imagens é muito limitado (50MB) em relação ao do Blogspot (1GB).

O que me fez ficar com o Blogspot, foi pelo fato de poder editar HTML, o que me dá a liberdade de implementar as ferramentas como o Google Analytics (embora no Wordpress também tenha ferramenta de estatísticas, porém mais fraquinha) e também pelo limite de upload de imagens. Mas em compensação, o suporte a multi-páginas bem que poderia existir no Blogspot, não é?

Estes são alguns pontos que apresentei. Se alguém tem mais pontos positivos e/ou negativos, pode apresentar para o Baú, enviando comentários. E para quem estiver curioso, eu testei no endereço baudovalentim.wordpress.com, porém, é de acesso restrito, pois todos os posts e comentários deste blog estão lá também, graças a ferramenta de importação. Quem quiser ver, favor informar o login da conta do wordpress para conceder o acesso.


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