"Grandes poderes trazem grandes responsabilidades."

(Peter Parker)

Existe Realmente Incentivo à Cultura Brasileira?

Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Atualmente, somos deparados todos os dias, com os novos sucessos da mídia, seja na área músical, teatral ou até mesmo literária. Mas estes sucessos, especialmente na área musical e teatral, na maioria das vezes não acrescentam em nada na nossa rica cultura, simplesmente transformando no grandioso lixo cultural que cada vez domina a massa popular que tampouco tem acesso aos meios culturais frutuosos ou possuem acesso, mas simplesmente ignoram. Mas eu tenho de fazer uma pergunta: existe realmente incentivo à cultura brasileira?

É claro que poderemos seguir a máxima de Cristovam Buarque sobre a grande importância que ele dá para educação, pois ela realmente é a base de tudo. Mas por outro lado, não poderemos jogar toda a responsabilidade de educação para a escola. O indivíduo, na verdade, é educado pela escola, pela família e pela sociedade, direta ou indiretamente. Por outro lado, somente ensinar quanto é dois mais dois, quem descobriu Brasil não é suficiente. É necessário educar a pessoa a ter seu senso crítico e ser o formador de opinião. Por essa falta de pessoas com senso crítico na população (sendo rico ou pobre) e pela cultura entre muitas famílias de que a responsabilidade pela educação cabe somente à escola, acabamos tendo essas mazelas culturais e somos obrigados a escutar músicas com palavras de baixo calão e de sentido cada vez mais obsceno. Não estou querendo ser moralista e muito menos levantar a bandeira da censura, porque pelo que estou vendo, a mídia não está pregando a liberdade sexual e sim, a depravação sexual. Todos nós somos inteligentes para compreender tudo que nos envolve, mas o que mais fazendo é cruzando nossos braços e fechando nossos olhos para realidade.

Não existe incentivo à cultura obrigando as pessoas a lerem o livro ou participando de teatros sob a pena de ser reprovado na matéria escolar. Pior, denegrindo a cultura, se ficar divulgando as coisas mais fúteis, enquanto as obras culturais que realmente acrescentam para a formação da pessoa. Existe por aqui, uma cultura de que tudo que é cultural é ruim, chato e monótomo, e maravilhoso são os grandes sucessos que apenas tem o intuito de "divertir". Em outras palavras, de nada adianta o governo, as empresas envolvidas com a cultura, emissoras de rádio e TV, as escolas, fazerem uma boa propaganda de incentivo a cultura, se esses eventos e obras culturais são pouco acessíveis e limitados à pessoas mais endinheiradas. Claro que existem exceções, quando existe uma banda famosa de grande sucesso na mídia que vai existir pessoas que ganham apenas um salário mínimo, estaria disposta a pagar mais de mil reais para assistir a um show no lugar o mais próximo possível de seus ídolos.

O Maravilhoso Mundo da Internet

Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Quando a internet chegou ao Brasil em meados da década de 90, era enorme, a empolgação e o entusiasmo de todos nós, ao saber que estamos a partir de agora, conectados ao mundo inteiro. Ficamos sim maravilhados com essa novidade que se chama internet. Ainda que a conexão seja discada através do Modem de 14Kbps, ficamos empolgadíssimos quando entramos na sala de bate-papo, enviamos nossos e-mails, acompanhamos as notícias a todo o instante ou até mesmo conhecendo as empresas na qual queremos comprar os seu produtos. Não tinha toda essa idéia de colaboratividade que temos hoje de WEB 2.0 e WEB 3.0 que atualmente conhecemos. Naquela época, vemos que a internet ainda precisa amadurecer, pois havia a necessidade do internauta comunicar com os provedores de informação, pois naquela época, a informação é de sentido único.

Com a virada do milênio, tornou-se cada vez maior, a necessidade de interação. Daí então, surgiram os famosos espaços para comentários e mais tarde, o internauta passou também a ser o provedor de informação, com o surgimentos dos blogs e dos fórums. As coisas foram então evoluindo, e daí, nasceram os famosos sites de relacionamento, onde o objetivo é fazer novos amigos, reencontrar os velhos amigos do passado e manter contato, além de trocar as idéias. Claro que estes objetivos acabaram sendo desviados de seu foco, mas os sites de relacionamento continuam até hoje no top das paradas de sucesso. Mas isso não parou por aí: aplicações que antes rodavam apenas no computador do usuário, passaram também a rodar na internet e também contribuindo para o fenômeno da colaboratividade.

Mesmo com as mazelas e problemas vindos junto com a "inclusão digital", como a digitalização da ignorância, por exemplo, a Internet continua maravilhosa como ela sempre foi. Em tempos de banda larga de até 40Gbps, vemos que as pessoas estão cada vez mais interligadas e conectadas. Embora ainda haja pessoas que têm medo da internet por causa da privacidade ou pessoas que limitam seu acesso a internet a apenas uma única ferramenta, transportando as futilidades do mundo real para o virtual, a Internet continua trazendo uma grande contribuição para sociedade. Hoje podemos pagar contas sem efrentar filas ou conversar com seu amigo do outro lado do mundo de maneira mais barata possível. Hoje podemos ver as idéias sendo divulgadas e renovadas numa velocidade impressionante. Vemos sucessos sendo estourados fora dos meios burocráticos, preconceituosos e demorados da mídia tradicional e por fim...poderemos divertir, porque ninguém é de ferro.

Não sei se seria uma boa idéia, mas a partir da próxima semana farei uma série de artigos mostrando o que poderemos fazer com a internet, passeando em várias ferramentas disponíveis. Aposto que com isso verá que Orkut é só mais um site e não o único site que vai te ajudar na sua "vida" virtual. Verá que o MSN é apenas mais uma ferramenta e não a única ferramenta para se comunicar com o resto do mundo. Aceito sugestões para esta série.

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A Inclusão Digital é um Fiasco?

Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Tenho que admitir que o Brasil ainda tem muito o que aprender na quatão de inclusão digital. É legal os instrutores destas instituições que incentivam a inclusão digital ensinarem as noções básicas de Office, Windows e Internet. Mas é possível vermos por aí que existem pessoas que mesmo estando em cursos pagos de informática ainda tem dificuldades de utilizar a ferramenta chamada computador. Outro problema constante destas instituições é a falta de capacidade de abrir um leque de opções e oportunidades rentáveis para o sujeito escolher os sistemas que poderão mais tarde facilitar bastante o seu dia-a-dia.

Sim, amigos, eu posso chutar que quase 90% das instituições (pagas ou não) não estão dispostas a ensinar outros sistemas operacionais e ferramentas a não ser da Microsoft. Não estou aqui levantando a bandeira do Software Livre (não é este o meu objetivo), mas estou para mostrar que por causa destas mesmas instituições mal preparadas para o mercado e enxergam muito pouco do que este mercado exige, acabam trazendo consenqüências graves no meio social. É por causa disso que muitas pessoas acham que Internet é uma ferramenta apenas para entrar no Orkut, MSN, asistir vídeos no YouTube e fazer Ctrl+C e Ctrl+V nos trabalhos escolares feitos no Word (e muita gente nem sabe enviar o e-mail). Estas instituições, ao invés de incentivar o bom uso da informática, estão na verdade, digitalizando a ignorância.

Ficar vigiando quem vai entrar no Orkut ou bate-papo, não vai resolver o problema, pois se eles estão lá para educar, então eles deveriam fazer jus ao seu trabalho. Não basta mostrar como a ferramenta funciona, tem que mostrar quão rica é a internet, e o quanto ela pode facilitar o seu dia-a-dia, mostrando vários sites que possam fazer isso. Não basta mostrar como o Office funciona, porque o importante não é aprender o Office, e sim aprender a escrever digitalmente, sem se preocupar com milhares de funcionalidades que este programa oferece. Assim, está criando uma grande ilusão de que não se pode usar a internet no trabalho porque não se entra no Orkut. Isso é errado. Praticamente todas as empresas que tem computador instalado estão conectadas on-line na internet. É no momentos como estes que você, um viciado desesperado pela rede de relacionamentos do Google, vai procurar outras opções para se viver na internet.

A internet que as empresas utilizam é para outras coisas, usadas exclusivamente para o trabalho. É necessário cair na real que nós estamos na era da informação e não só de bate-papo vive a Internet. Estamos na era da colaboração (apesar do Orkut seguir a paradigma da WEB 2.0), e você pode crescer muito com isso. Sei que será difícil conviver com a crise de abstinência do Orkut, mas no fim das contas, tudo isso será produtivo. Aí, vai ver que a internet é uma coisa maravilhosa que pode completar em muitas coisas.

* A imagem foi tirada o site governamental Inclusão Digital.gov

Internet Muito Além do Orkut e MSN

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Hoje, graças a "inclusão digital", promovida pelo governos e outras instituições e com a explosão de cybercafés e lan-houses, chegando até mesmo às comunidades carentes, observamos que existem muitas pessoas, que antes eram desprovidas de acesso à tecnologia de informação. Mas de que adianta abrir as portas para o mundo digital, sem mostrar o caminho das pedras, sem educar a pessoa para que essa ferramenta chamada internet acrescente o indivíduo tanto moralmente, quanto culturalmente ou até mesmo profissionalmente?

Sejam ricos ou pobres, o internauta brasileiro (no geral) infelizmente entrou no ciclo vicioso, passando a limitar o seu acesso a internet apenas a Orkut e MSN. As pessoas não fazem mais nada a não ser postar neste site de relacionamento e bater papo pelo MSN, tanto que existem pessoas que nem sabem usar o e-mail. Agora uma pergunta: chama isso de inclusão digital?

Nada tenho contra o Orkut e MSN, sou contra sim, o mal uso da internet. Sei que ainda tenho muito que aprender com ela, mas existem pessoas que acham que internet é puramente diversão. É como se um pai de família comprasse um computador para seu filho apenas para jogar (o outro mal uso da tecnologia de informação). Muitos nem imaginam o quanto a internet pode trazer benefícios no seu dia-a-dia. Além de manter contatos, fazer amigos e bater um papo, a internet é usada para compartilhar o conhecimento, fazer networking, estudar (não só pra fazer pesquisas para dar um Ctrl+C e Ctrl+V no trabalho escolar, mas aprender mesmo) e até mesmo arrumar um bom emprego.

São estas as coisas que acrescentam culturalmente o cidadão em busca de um lugar no mundo, que é bem melhor do que ficar criando joguinhos, passando SPAM, correntes e "brincando" de polícia e ladrão no site de relacionamento do Google. Nesses casos, podem acabar contribuindo para os vícios de internet, causando problemas pessoais, esquecendo da vida real em que a pessoa nasceu e cresceu. E para finalizar eu te faço uma pergunta: e se num belo dia, o Google e a Microsoft resolvem tirar o Orkut e o MSN do ar, o que você faria? Como você se sentiria?

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E Quanto aos Poetas?

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Dentre os escritores que mais sofrem neste país tupiniquim, quem mais sofre realmente são os poetas. Muitas editoras já deixam claro que não aceitam poemas para avaliação e com isso, torna-se muito mais difícil publicar um poema do que publicar um conto. A justificativa, eu vou transcrever a afirmação tirado do site Escreva Seu Livro:
"Poesia costuma ser recusada não só porque não vende, mas também devido à postura dos poetas. Vou comentar o que acho mais problemático. Muitos escritores talentosos, por exemplo, gastam sua imaginação imitando o estilo de grandes mestres."
Outra crítica das editoras e dos agentes literários, é que os poetas remetem muito ao passado bucólico e distante. Logo, isto demonstra até um certo preconceito com os poetas que pretendem ter suas obras publicadas. Claro que poesias são as menos procuradas nas livrarias, por questões óbvias: os autores são sempre os mesmos. Pode até mesmo existir outros motivos, mas este é o principal. As editoras dizem que querem algo de novo na área da poesia, mas o que exatamente elas querem de novo?

Realmente, nós poetas teremos que procurar uma saída alternativa como a blogosfera e a música, que são áreas onde existem grandes possibilidades de sermos reconhecidos. Embora não é possível ganhar muito dinheiro postando poesias no blog, mesmo com AdSense, na área musical, é a área onde a carreira de compositor (existem compositores poetas sim) é bem promissora.

Mesmo assim, caso não tenha um dom pela música e não tem nenhum conhecido músico para colocar melodia em seus versos, outra alternativa é participando de concursos. Existem concursos que dão apenas troféus, mas existem concursos que dão renumerações para os melhores poetas. Embora ganhar o primeiro lugar nestes concursos seja tão difícil quanto publicar um romance ou um infanto-juvenil por uma editora de grande nome, este caminho é até então divertido e te acrescenta bastante, pois é em eventos como esses que você conhece outros poetas e até mesmo pessoas que podem te ajudar a colocar o seu livro de poesias nas prateleiras das livrarias. E por falar em conhecer novas pessoas, não poderemos esquecer que participações em saraus e encontros de poetas é uma boa pedida. Existem muitos poetas que também escrevem romances, ficção, infanto-juvenil, etc.

Eu se tivesse tempo, seria um assíduo freqüentador dos saraus e pretendo voltar a participar dos festivais de poesias, depois de um bom tempo parado. Espero que essas dicas que podem dar mais ânimo para vencer a batalha e tornar-se um escritor e/ou poeta de sucesso. Até mais.

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A Difícil Vida de Escritor Brasileiro

Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

No passado não muito distante, tenho publicado alguns posts, relatando sobre o livro que acabei de escrever recentemente. Eu já sabia que publicar um livro não é uma tarefa fácil, mas não imaginava que era tão difícil assim. Agora estou podendo sentir na pele, a tamanha dificuldade de se publicar um livro no Brasil e montar uma carreira de escritor. Mesmo com apoio de amigos e familiares, chega a uma situação que chega a desanimar, mas eu ainda estou determinado a não engavetar este projeto, em que gastei praticamente quase dois anos da minha vida dedicando a ele e por isso, eu coloco aqui o meu desabafo.

Sei que muitos escritores iniciantes que escreveram livros muito bons, acabaram de vez abandonando seus projetos e engavetando eternamente, fazendo com que o Brasil perca a grande oportunidade de conhecer o mais novo grande escritor nascido em seu país, devido aos constantes nãos das editoras (não está na linha editoral, é muita página, etc) e também pelos altíssimos preços que os Agentes Literários cobram pelos serviços. Muito se fala da falta de interesse da população brasileira pela leitura, mas por outro lado, não podemos culpar simplesmente os pobres leitores "preguiçosos" e sim, a mídia e as próprias editoras que pouco incentivam a leitura para a população, epecialmente a população carente. Claro que a onda de filmes baseados em livros ajudou bastante a amenizar o problema em questão. Mas isso não resolveu completamente o drama que o mercado editorial e dos novos escritores, que estes últimos são os que mais sofrem com isso, pois os filmes baseados em livros são os livros escritos pelos autores estrangeiros e facilmente se torna um best-seller.

Mesmo tendo pesquisado as dicas na Câmara Brasileira do Livro, o Escreva Seu Livro, União Brasileira de Escritores e entre outros, de nada adiantou para fazerem o papel de Simão Cirineu na via-crucis. Existem editoras que nem ao menos lêem a dedicatória do livro e acham que ele está fora da linha editorial (palavra de Thalita Rebouças e Ademir Pascale). Acho isso um absurdo e um abuso para os talentos que dedicaram meses e até anos para poderem publicarem seus livros. Muitos autores procuraram a saída em publicar o livro por conta própria, claro, desde que tenha um capital disponível para bancar. Um bom exemplo disso é o André Vianco, que tirou o dinheiro do FGTS para publicar 1000 exemplares para publicar "Os Sete" e ainda foi pessoalmente promover o seu livro nas livrarias e editoras. Eu imagino a tamanha batalha que ele encarou para em 2001 relançar o seu livro na editora Novo Século. São exemplos como esse de Paulo Coelho ou até mesmo de J.K.Rowlling (conhece Harry Potter?) que nos faz continuar animados nessa difícil batalhar de fazer com que seus livros apareçam nas prateleiras das livrarias de todo o Brasil.

O que passo a mensagem a vocês que assim como eu pretendem ser escritores de sucesso, eu quero dizer que mesmo com os constantes nãos das editoras e mesmo com a facada profunda no seu pobre e humilde bolso que os Agentes Literários gostam de fazer, jamais desistam dos seus sonhos, porque desistir dos seus sonhos é o mesmo que desistir de viver. Antes de fechar este artigo, sabia que existe uma editora brasileira com sede no bairro Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro só aceita obras de escritores estrangeiros? Agora cá entre nós: que tipo de incentivo e apoio à leitura, que tipo de apoio que as editoras estão dando desta forma? Não é um absurdo?

Bom, amigos, como já tinha falado no começo, eu não vou desistir e um dia ainda vão encontrar um exemplar de "A Pedra da Gávea - O Mundo Secreto" nas livrarias. E com certeza verão mais outros livros meus depois deste.


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